sexta-feira, 29 de março de 2013









"O que é isso aqui dentro que me contém enquanto riem de mim?
Que me contém quando me despedaçam deliberadamente?
Que me contém quando a raiva se excede bem neste momento em que o desprezo é muito menos humilhante e doloso do que você me fazer carinho com a mesma mão que me esbofeteia?
Deve ser a maturidade... Ou talvez meu treino constante de afiar minha perseverança em cordas de aço e produzir nela um casco tão duro e resistente quanto as paredes.
 Cada vez que você demole o meu teto com a sua rocha eu testo materiais mais resistentes pra cobri-la novamente.
Será assim enquanto você não usar o recurso do trator e enquanto eu não usar minha fé em mim mesma para fugir da casa antes que ela desabe e me mate."






"É preciso muito talento pra ficar dias inteiros em cima de uma cama chorando pelas maldades que nos fazem, ou simplesmente a falta total dele pra buscar outras escolhas, bancá-las e seguir em frente."








quarta-feira, 27 de março de 2013

Lenda do caos








[Ela vivia o presente em paz enquanto construía pra ele o mais pacífico oceano. 

Mas o rio que desaguava em córregos passados para formar o lindo oceano trazia para o mar fragmentos de sujeira e contaminação, o que lhe custava 0,005% de suas águas.
Ele disse: - " Não te conheço mais!"
Ela voltou para trás retraindo-se e acumulando ondas revoltas que desabaram violentamente sobre a casa que ambos construíram juntos.]

                          
                                       

Moral da história:

"Passado inserido no presente não é uma mistura coerente. São duas músicas divergentes e barulhentas que ao tocarem juntas não produzem um concerto. 
E quem permanece no auditório pra assistir o desconcerto?"
     
                                         (C. Mary Wilde)




Sociedade patológica!



                                                     fonte imagem: http://katrenee.com/bio





"Toda sociedade doente é diagnosticada pelas relações infantis que nela se inserem. 
Não há tolerância com a mentira,
Não há tolerância com a verdade.
não existe empatia com o outro nem quando sofremos da mesma maldade.
Quanto mais crescemos mais se encolhem as máscaras que nos cobrem
Para que de fato tornemo-nos íntegros e humanos.
Enquanto existir a máscara mais subterfúgios surgirão para nossas transgressões morais,
Porque somos personagens.
Ainda assim continuamos pontuais em cobrar sem perdão e lesar sem culpa.
        
                                   
                                       ( C. Mary Wilde)




segunda-feira, 25 de março de 2013

Domingo a noite - Bobagens que faço








Flowers's Intimacy

(C. Mary Wilde - original composition)




Hover your dew over mine

Nothing seems so concrete

Only you dares to shine

In the dark on the slumber




Not gonna stop

I'm on the top

joining the drops

We' ve lost again....

We' ve lost again.... 




(chorus)

feel the life 

is brighting 'n flames

I understand you must go

Feel the tears

Are rolling then

I understand But won't you dry your absense?




Rainstorms comes to cry and share their empties

To Close the petals that you leave openned in the winter

Comes the fire to burn the sap in the flowers you've stained 




(chorus)

feel the life 

is brighting 'n flames

I understand you must go

Feel the tears

are rolling then

I understand But won't you dry your absense?




I'm alone you're beside me

My thorns rebels to war

Thunders, rays and hails

I wonder you would not a betrayal




(chorus)

feel the life 

Is brighting 'n flames

I understand you must go

Feel the tears

are rolling then

I understand But won't you dry your absense?



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sexta-feira, 22 de março de 2013

Rape me...







"Hoje eu tô Nirvana da vida. Não fala nada que eu deprimo!"

                     (C. Mary Wilde)
















terça-feira, 19 de março de 2013

Liberdade pra ser








"Eu encaixo todas as pessoas em meu modo de enxergar o mundo e elas ganham seus papéis conforme  a inclinação de seu caráter. No entanto não há milagre que me encaixe em suas expectativas. Injustiça ou maldade deliberada?"

                                                         (C. Mary Wilde)





O Sol vem sempre no dia seguinte









"As vezes chegamos a um ponto em que não fazemos mais escolhas e deixamos que a vida nos esfole de uma situação insustentável a outra. Quando sentimos pena de nós mesmos nossa consciência abusa da resistência que há em nós."
                                                                ( C.Mary Wilde)









sexta-feira, 15 de março de 2013

Tortura psicológica (Como funciona)



" E a dor é menor do que parece... Quando ela se corta ela se esquece..."





TORTURA PSICOLÓGICA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Agressão psicológica é um tipo de agressão que visa primeiramente afetar o indivíduo psicologicamente, ficando a violência física em segundo plano. É uma violência que ocorre sempre em uma relação desigual de poder, em que o agente exerce autoridade sobre a vítima, sujeitando-a a aplicação de maus tratos mentais e psicológicos de forma continuada e intencional.



A forma como é feita a tortura psicológica não provoca dor física em nenhum momento, mas a humilhação, estresse e angústia causada pode deixar cicatrizes psicológicas permanentes.


Pessoas que sofrem a tortura psicológica muitas vezes precisam de tratamento para poder superar o trauma. Caso não seja tratado de forma adequada, pode levar ao suicídio ou afastamento da sociedade.


Violência contra a mulher

Neste caso, a relação de poder é o sexismo contra a mulher (machismo), enfim a posição da mulher de inferioridade em relação ao homem. A situação de autoridade do homem e submissão da mulher e, conseqüentemente a caracterização da violência contra a mulher como tortura.

A violência contra o gênero feminino ocorre com freqüência no ambiente intra-familiar ou doméstico e no ambiente do trabalho

A tortura psicológica contra a mulher é considerada violência doméstica nos casos em que é perpetrada pelo seu companheiro, marido, namorado ou em qualquer relação interpessoal em que o agressor tenha convivido ou conviva no mesmo domicílio que a vítima, que se observe intensa aplicação de maus-tratos psicológicos, emocionais ou mentais de forma continuada.



Violência Psicológica: Palavras que machucam

Não é preciso levar um tapa para estar em uma relação violenta. Um cara pode espancar a autoestima de uma mulher só com o que ele diz.

Publicado em 21/01/2013
Juliana Araújo
http://mdemulher.abril.com.br

Não é preciso levar um tapa para estar em uma relação violenta. Um cara pode espancar a autoestima de uma mulher só com o que ele diz.
Foto: Thinkstock

   
"Tudo era lindo e incrível. A gente vivia na balada", lembra a fiscal de operações Paula F, 29 anos, sobre os três anos e meio em que namorou antes de se casar. Mas depois de dois anos de casamento, a harmonia deu lugar a um ciúme injustificável por parte do marido. "Ele ia aos happy hours da empresa dele e voltava de madrugada. Quando era a minha vez, ele me ligava à meia-noite em ponto e gritava: `Onde você está? Não é hora de mulher casada ficar na rua!." Se eles saíssem juntos, a situação não era melhor. "Em churrasco de amigos, ele falava: ‘Para de dançar agora. Você está fazendo papelão, está ridícula’."
As cobranças e insinuações negativas sobre seu comportamento provocaram tanta ansiedade que Paula engordou 23 quilos nos quatros anos de casamento - foi de 63 kg para 86 kg. "Eu só comia. De desespero. Não sabia o que fazer e descontava na comida", conta. Para o marido, o novo peso dela virou mais um motivo para ofendê-la. "Se visse uma chamada no meu celular de um número estranho, dizia: ‘Você é uma gorda, uma vagabunda’", lembra Paula, que só pôs um ponto final na situação em janeiro, quando eles se separaram.
Casos de violência psicológica - que era o que Paula sofria do marido - geralmente começam de um jeito bem disfarçado. A princípio, o ciúme doentio pode ser confundido com cuidado, e a humilhação pode soar como brincadeirinha. Aos poucos, a vítima vai ficando isolada (dos amigos, da família) e com a autoestima baixíssima, o que torna mais difícil uma reação. "Eu realmente passei a me achar um lixo, uma 'balofa', como ele gostava de me chamar", diz Paula. "Não contava pra ninguém porque tinha vergonha. Fazia de tudo para o casamento dar certo. Poxa, eu finalmente tinha marido, casa, carro, tudo que era meu sonho."


FALSA PROTEÇÃO

Parece até coisa de outra época, mas o receio de assumir que o casamento ou o namoro não está funcionando ainda é um motivo que leva mulheres a se submeter à violência. "Para algumas delas, não ter um parceiro representa um fracasso. Em nome disso, qualquer coisa vale", diz a psicanalista Carolina Scheuer, que está acostumada a receber em seu consultório pacientes que sofrem do problema. "Mesmo extremamente infelizes na relação, elas têm a sensação de amparo."
"Protegida", embora apavorada, é como a assistente financeira Maria*, 28, se sente em relação ao ciúme do namorado - que já grampeou o telefone da casa onde ela mora com os pais e instalou um rastreador de informações em seu computador. Apesar de tudo isso, eles estão prestes a se casar, após três anos de namoro. "Não sei por que insisto. Acho que é para não ficar sozinha", diz. "Não teria mais ânimo para conquistar ninguém. Sabe aquele ‘tá ruim, mas tá bom’?"
Uma mulher que embarca numa relação assim geralmente já está com a autoestima baixa antes de o namoro começar. E o que acontece em seguida só piora a situação. É por isso que virar o jogo exige muito esforço. "Depende da vontade dos dois em melhorar e do grau de violência e humilhação envolvido", diz Carolina. "Quanto mais intenso for, menor a chance de mudança."
As tentativas da publicitária Joana*, 27, por exemplo, não deram resultado. A gota d’água foi quando o namorado reclamou - durante uma transa - que ela estava com muita celulite no bumbum. "Pensei: `Não posso ter tão pouco amor próprio a ponto de achar isso normal’", diz. Os comentários maldosos sobre o seu corpo eram frequentes. Quando ela usava biquíni, ele imitava barulho de pneu para insinuar que ela estava acima do peso.
Para o namorado, era uma "brincadeira" - mas estava longe disso. "Diversão é algo para ser vivenciado junto com o outro, e não por meio da desqualificação", explica Adelma Pimentel, professora de psicologia da Universidade Federal do Pará - e autora do livro Violência Psicológica nas Relações Conjugais. Junto com o desrespeito, o domínio também é uma marca da violência psicológica. "Quando tudo o que a pessoa faz é ruim na opinião do outro, há desrespeito", diz Carolina. "Já o domínio se expressa principalmente nas orientações de conduta. Como quando o homem diz: ‘Essa roupa é para vagabundas’."

CONTROLE TOTAL

Outra forma comum de domínio é fazer com que a namorada se afaste dos amigos - e perca seus referenciais afetivos. Foi o que aconteceu no primeiro namoro da estudante de design Joyce B, 23. "Ele queria que eu vivesse só com ele. Até minhas amigas lésbicas eram uma ameaça!", diz.
No começo, Joyce achava o ciúme do namorado "bonitinho". "Pensava: `Ele me ama’." Mas a situação chegou a um ponto em que, durante as viagens à praia com os amigos (dele, claro), o cara a obrigava a vestir as bermudas e camisetas dele, em vez de seus shorts e vestidos. "Até que passou a ameaçar ‘fazer uma besteira’ se eu terminasse. Quando percebi, não tinha mais para quem pedir ajuda."
Como ela rompeu o ciclo? Admitindo aquele velho ditado: "Antes só que mal acompanhada". "Dá para sobreviver em uma situação assim. Mas uma coisa é sobreviver, e outra é ter uma vida de verdade", define, com perfeição, Carolina Scheuer.

    

SINAIS DE ALERTA


Um cara está cometendo violência psicológica contra a namorada quando...


//...quer determinar o jeito como ela se veste, pensa, come e usa as redes sociais.
// ...critica qualquer coisa que ela faça - tudo que tem o dedo dela é ruim e errado.
// ...desqualifica as referências afetivas dela. Ninguém mais pode ter importância na vida da namorada - nem amigos, nem família.
// ...a xinga de "vagabunda", "imprestável", "retardada"...

// ...promove situações de humilhação - que geralmente têm a ver com o corpo dela - disfarçadas de brincadeira
.

"Ouça-me bem amor..!"







"Quando extinguimos o respeito em nossas relações a paixão e o amor pulsam como sinais surdos, mudos e adormecidos. Seu pensamento é branco, suas expectativas nulas e seu exercício dissimulado e cínico."

                                       (C. Mary Wilde)













quarta-feira, 13 de março de 2013

Onde estão vocês?





                                 

Mortalidade de jovens: perversa estatística



"O avanço das taxas de homicídios no Brasil nas últimas duas décadas ocorreu devido ao aumento da mortalidade entre os jovens. A conclusão é do Mapa da Violência 2006, pesquisa publicada pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Segundo o Mapa, a taxa de homicídios na população de 15 a 24 anos saltou de 30 (a cada 100 mil jovens) para 51,7, entre 1980 e 2004. Nas demais faixas etárias, porém, o índice passou de 21,3 para 20,8 no período."

                                                             ( Jornal Inverta)

           
                                      Tributo pelo que vale ser lembrado!






                                      
                      


        Geração Coca-Cola
                                                               (LegiãoUrbana)
Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês
Nos empurraram com os enlatados
Dos U.S.A., de nove as seis.

Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola

Depois de 20 anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser

Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola  


                                                 " Ninguém vê onde chegamos..."
                                                               (Renato Russo)

Mais de 1,2 mil crianças e adolescentes viciadas em crack vivem nas ruas de SP



Mais de mil crianças e adolescentes que vivem nas ruas da capital paulista são viciadas em crack. A estimativa é do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo. “O pessoal que atende na rua estima que haja 1,2 mil crianças e adolescentes envolvidas com crack só em São Paulo (na capital). É um número muito alto”, disse o presidente da organização, Robson Cesar Correia de Mendonça.
Para ver reportagem completa acesse: http://ultimosegundo.ig.com.br/






"Somos tão jovens..."


                           
                              O que você vai ser quando crescer?


                                                      Renato Manfredini Júnior

segunda-feira, 11 de março de 2013

Sobre o tesão (compondo em casa)

           
                                                                                                                          fonte:http://www.abraobico.com
                                                                       


                                                                 No alto


Eu perdi a distância tentando me esconder.
Para a sua terra das fadas eu estou na indo.

Tome a areia,
Espere pelo trem
Corra pra casa
Tudo o que eu quero é ser a sua diversão.

Divirta-se!

Levante as minhas pernas,
Me supere,
Me cheire do pescoço aos pés.
Eu fico pelas razões para não ficar
Eu ouço todas as suas mais loucas e obscenas frases.

Feche as janelas,
Deite ao meu lado nos degraus.


(C. Mary Wilde)


C. Mary Wilde - On the high
                                        







# sim eu ouço Korn!








"Algumas pessoas são executivas de seu próprio mundinho fodido, mas não é o espírito empreendedor delas que as destaca, apenas o ângulo detestável de seu narizes."

                                           ( C. Mary Wilde)







Sinceramente...












"Sou mesmo egoísta, mas ainda mantenho o bebedouro dos beija-flores. As vezes só podemos ser politicamente abcessos, inflamando por dentro, inchando por fora e cuspindo nossa secreção venenosa no ambiente em que vivemos. E é pelo cheiro do pus que achamos o caminho de volta pra casa."

                                       (C. Mary Wilde)














"Todas as coisas podem ser resolvidas entre um casal quando ambos querem continuar juntos, mas nem todas as coisas podem ser resolvidas quando eles querem ser felizes juntos."

                                          (C. Mary Wilde)






sexta-feira, 8 de março de 2013

08 de março " Dia da Mulher"

     





"Procurem seu espaço, partilhe as responsabilidades, mas nunca pretenda a igualdade, pois nelas se perdem as características que realmente nos tornam Mulher e talvez a chance de obter o maior sucesso e progresso que se pode ter como uma: Ser mãe!"
                                                                   

                                                                                           (  C. Mary Wilde)






       Esta imagem pertence ao projeto The road is home um diário fotográfico fantástico de um casal de                         fotógrafos viajantes talentosíssimos e sua amável bebê Alba. conheça a história deles!










quarta-feira, 6 de março de 2013

Pay the royalties!





"O coração cria enganos. A sociedade faz com eles espetáculos."

                                                                                                              (C.Mary Wilde)







'1,58m de sol!'


                                                                                                                 Tumblr



  Eu partilho do temperamento de algumas plantas,
Nasço da ínfima semente,
Cresço até entre as gretas de concreto,
Retenho líquidos para sobreviver
E permaneço imponente no amplo ermo.
Perdoe-me por sempre me voltar na sua direção,
Também sou Girassol.


(C. Mary Wilde)




terça-feira, 5 de março de 2013

Breve ensaio sobre a cegueira




                                                                                                                                  Tumblr photo



      Quando a pessoa fica apaixonada, seu organismo produz grandes doses de dopamina, norepinefrina e feniletilamina. São anfetaminas naturais que provocam euforia e podem causar dependência. O amor é cientificamente explicável mesmo que haja incertezas no exercício de suas reações químicas. Ele é flexível, mas às vezes pode ser intolerante. Para a sociedade é só mais uma massa de modelar multiplamente manipulável. As pessoas sentem a necessidade de criar padrões para selecionar as espécies. Quando a contracultura disseminou o “faça você mesmo” todos pensavam ter atingido a liberdade plena, no entanto os jovens vestiram a militância como uma roupa da estação. Mais uma vez a mídia e seus veículos conseguiram explorar a indignação dos rebeldes e subvertê-los a uma simulação do exercício completo da expressão, dos sentimentos. Vieram os ídolos como espelhos convexos e côncavos e começaram a refletir as massas da forma que melhor garantisse o giro de seu capital doente. Quem pode afirmar que conhece a si mesmo? Que seu conhecimento sobre o amor não fora batizado como uma ciência curricular transmutável conforme a religião ou a cultura nacional. Quando se olha no espelho tem certeza de que é você ou simplesmente o que fizeram de você enquanto pensava estar desperto?  A beleza está em todas as formas esperando ser entendida.  Da mesma forma o amor não é camuflado por sua própria substância, mas pela influência do espaço sobre a nossa forma de enxergá-lo. As leis o endurecem e atrofiam como os pés de uma gueixa até o Século XX. Leis religiosas, leis socioeconômicas e culturais, leis comportamentais de limites e espaço e principalmente... A lei do orgulho e do egoísmo que nos faz traduzir nossas atividades seculares e espaço no mundo como algo que nos torna superiores aos outros.  Quando amamos perdemos muitas coisas, tralhas e bugigangas que entulham o terreno de nossas almas (consciência). Nenhuma semente germina sem condições favoráveis, em solo tóxico. No entanto quando permitimos ao outro anexar seu espaço ao nosso há mais probabilidade de haver um terreno fértil para produzir o alimento do coração. As pessoas rotulam de loucos os que fogem da regra comum, sou mesmo um indivíduo estranho, o estranho por sua vez não se explica, e eu não gosto mesmo de me encaixar em explicações, “outsider”. Não me aproprio dos outros nem de seus sentimentos, gosto de apreciar sua natureza, de me encaixar nela múltiplas vezes e depois recuar e deixá-las sentir sua liberdade. Erro fatal é estrangular os sentimentos dos outros como um pescoço de galinha e tomar seu sangue no molho, não me agrada ser um parasita. Quanto as reações químicas, elas são fato, não existe uma plataforma e nem cadeias comportamentais para que o amor surja. Ele não contamina como um vírus, ele apenas se instala como uma histeria independente de convivência ou distância. Independente de obstáculos quaisquer ou até mesmo de resistência. Ele produz vida e dependendo do contexto em que se insere, a morte. É simplesmente o fluxo incansável do éter que aspiramos desde que nascemos, mas que já estava aqui antes de nós e continua após a nossa partida.


(C. Mary Wilde)